Jardim (Parte V)

O jardim ainda não estava completo. É verdade, faltava a  sombra. Uma pérgola.

A nossa pérgola tinha dois objectivos: criar sombra e criar um espaço útil, onde não parecia ser possível.

A rampa de acesso ao jardim terminava no muro ao fundo. O que pretendíamos era alargar o jardim, devolvendo-lhe a parte final da rampa Por isso, colocámos a pérgola nesse lugar, que se transformou numa passagem para o jardim, privando-o dos olhares exteriores.

rampa de acesso ao relvado e horta

A pérgola foi planeada com o jardim, e as infrastruturas necessárias foram preparadas antes de semear a relva.

No local onde iriam ficar os pilares, fizeram-se reforços para que a terra não cedesse, com o tempo, e ao mesmo tempo, desse estabilidade aos pilares.

A construção começou. Foi necessário ajustar a Ameixieira para que se envolvesse na pérgola.

A verticalidade e perpendicularidade foram complicadas de conseguir. Recorrendo ao uso de cunhas, ajustava-se a vertical do pilar, enquanto o nível garantia a horizontalidade das traves.

Não é nada fácil, principalmente, quando executado por uma só pessoa!

A pérgola forma um pentágono não regular. É constituída por 7 pilares porque dois dos lados têm dois pilares, cada. Existe ainda uma trave interior, que ajuda a reforçar a estrutura.

A união das traves horizontais foi cuidadosamente calculada. A junção das peças deixou algumas folgas para as variações causadas pelo calor e pela chuva.

Os pilares têm que suportar com duas, três e quatro apoios de traves.

Depois de, finalmente, estarem todas as peças colocadas, o resultado foi espectacular.

Para cobrir a pérgola, plantamos uma Glicínia Branca e uma Buganvília vermelha. A Buganvília não resistiu ao seu primeiro Inverno. Na Primavera seguinte tivemos que plantar outra, mas desta vez, mais adulta. A Glicínia é resistente mas irá demorar alguns até que consiga cobrir a pérgola.

Mais ao fundo, podemos ver um pequeno Jasmim, que irá enrolar-se no pilar da pérgola. Ficará limitado a esse espaço.

Mas porque as plantas demoram algum tempo a crescer, recorremos a outras formas de criar a sombra e privacidade desejadas.

No ano seguinte já conseguimos reduzir à área superior coberta, e ao número de paineis utilizados.

As roseiras trepadeiras, plantadas no ano anterior, começaram a crescer e a ladear as traves.

Na face que fica virada para a rampa, deixamos crescer a Bela Emília (Plumbago Capensis). O efeito é conseguido porque esta planta consegue criar um muro vegetal e ainda por cima, com flores lindas. Este arbusto começa a florir na Primavera e mantem-se em flor até ao Outono.

Junto a outro pilar, colocamos uma Mandevilla. No Inverno queima bastante, com a geada, mas na Primavera volta a rebentar com força.

Podemos dizer que o Jardim se encontra numa fase de consolidação. As condições estão criadas: a horta, o revado, o tanque e a pérgola. Todos os anos as plantas se transformam e nos surpreendem com todo o verde e colorido.

O jardim continua a ser alvo de pequenas alterações, alguns acabamentos, plantas que é necessário substituir, enfim, nada é estático por aqui.

Um fim de tarde. A serenidade no jardim.

Valeu a pena?

 

 

Sobre lubaia

I'm an Agile player and a Gardener
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